A Beleza

E, olhavas escorrendo sangue. Olhavas ainda pra mim com aquele olhar, de culpa. Da culpa por ter eu matado, sem motivo. Sem motivo.
Finalmente, o sangue tocou a ponta de meus dedos. subiu por cada entranha minha, E como bela era cena!

A janela do quarto sempre falou comigo, sempre. Nas minhas mais entrépidas noites, falavamos das estrelas, falavamos da lua, da neblina, da Morte. Uma noite, não havia neblina, muito menos Lua. Pela primeira vez, Dormi.

E como Dormi de ódio! A beleza, se escondeu, se escondeu de medo.

E como Ainda não sabia, matei por ser ainda a única a qual, Não tinha medo. Morreu culpada, culpada pela beleza.

E meu motivo, como? era ela mesma! e morre, ironicamente, sem saber.

E naquele dia, acordei, minha janela virado tinha, tijolos. Semi nus, praticamente novos, como se alguem tivesse os posto lá nos breves momentos de meu lapso.

Pois agora, me esconderam da beleza, Acho que queriam privacidade! Nunca mais olhei a Lua. pois, mesmo que o quero,
sento aqui,

E escrevo.

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~ por Morte. em dezembro 22, 2011.

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