17 de maio, 11 horas.

João sabia muito bem o que lhe acomodava. Só isso também. Aquele tal do tédio gorduroso e visceral. E assim, ficava, vendo sua TV, e pensando sobre sofás.  Já nadava em gordura, em tripas. Não se lembrava de nada, não fazia nada, estava ali por qual motivo? Quem lhe designou tão inútil função? Não sabia, mas continuava a fazê-la.

Havia se levantado poucas umas vezes, a maioria, apenas para trocar de sofá. Mal também mudava seu olhar de lugar. Como que a vida lhe trazia tantas cores, tantos sons, tantos sentimentos, incríveis! Mas saindo de uma tela. E assim, como um aríete a bater no portão de tróia, ouve uma estocada em sua porta. Mais uma e outra. Em seu transe quase espiritual, ignora. Seu horror em formato de filme era contemplatório!

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~ por Morte. em dezembro 22, 2011.

Uma resposta to “17 de maio, 11 horas.”

  1. […] ilustrações, criticas, músicas, debates e outras cirurgias. Desde Erguendo o Edifício  ao 17 de maio, 11 horas  Contamos com a colaboração de vários amigos que colaboraram e fizeram do blog o que ele é […]

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