Hoje, 15 de maio, 20 horas.

 

E, João assistia. E a TV o via, via sua flacidez, sua preguiça, sua morbidez, e alimentava! Alimentava cada vício, em cada pecado, um desafio! Pois falei que o sofá dele, agora não mais o agonizava pela dor de sua bunda. Mas menti, menti, descaradamente. Três minutos atrás, começara. Mas não quis se levantar, o seriado era ótimo!

Sua infância. Já não muito longe, amadureciam com dez anos. João realmente, não sabia sua idade. Só sabia que tinha, com certeza, mais de dez. E viveu todo esse tempo assistindo, e sendo assistido! Mas como, essa chuva incomodava cada poro de seu corpo, cada pingo ressonava em sua caixa craniana, ressoava, e como se lhe gritassem, ardia-lhe os tímpanos.

Sua soleira, já nem podia ser chamada assim. Pois, não recebia sola alguma. não pisavam já haviam meses. E eu, agora, andando entre os corredores, vejo soleira, quase inepisada.

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~ por Morte. em dezembro 19, 2011.

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