Mais que uma crônica, uma poesia, uma perda de tempo.

Talvez seja apenas mais um sentimento de nostalgia de final de ano, algo nada mais do que banal e corriqueiro, mas que a verdade seja dita, nada faz menos sentido do que nossa visão de tempo e vida.

Passamos o ano inteiro correndo atrás de poupar tempo, e passamos tantos dias e noites tentando cumprir essa meta insana que não sobra espaço para as coisas realmente importantes. Parando bem pra pensar já perdi a conta de quantas vezes neste ano passei um dia inteiro sem nem olhar pro céu. Pode ate  parecer algo estúpido… Mas serio, vivemos em lugares que podem nos proporcionar cenas tão maravilhosas e nem nos damos conta de que não nos importamos mais com nada disso.

Tudo isso, toda essa mentira de riqueza, “status”, o que quer que isso signifique não me atrai mais. Com o passar do tempo ficamos todos um pouco cegos e procuramos cada vez mais “itens” que nos façam felizes. Porem o mais engraçado que existe nisso tudo é que no final nossos sonhos de felicidade são todos parecidos e relacionados com uma vida confortável e tranqüila, muitas das vezes envolvendo uma família não muito grande e algumas amizades com que se possa contar. E o que existe de engraçado nisso é que não precisávamos de nada do que inventamos para isso, por natureza já temos condições mais do que suficientes para erguer esta felicidade.

Não sei quando, mas caímos na armadilha de acreditar que o que inventamos em nosso progresso é, ou era, mais importante do que somos e ainda por cima colocamos tudo isso como prioridade, traindo nossos instintos e vivendo para criar algo mais moderno e não criando algo moderno  para facilitar nossas vidas.

Eu espero apenas que estes últimos 365 dias que destinei aos estudos não tenham consumido oportunidades de uma vida. Percebo agora no crescimento de um fio de cabelo  quantas oportunidades tive de desperdiçar, quantas escolhas fiz motivado por valores que talvez não sejam os meus. Agora resta esperar e ver se ainda é possível tudo aquilo que eu cogitava no inicio do ano. Resta viver um dia de cada vez sem criar ilusões para um futuro que não é nosso, e que nem existe pra falar a verdade. Espero não ter perdido o tempo de crescimento de um fio de cabelo, ou perdido o brilho nos olhos e nem os sorrisos largados no tempo. Resta-me mesmo viver as próximas vinte e quatro horas e esquecer, de alguma forma, essa ilusão que chamamos de tempo.

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~ por obarqueiro em dezembro 16, 2011.

2 Respostas to “Mais que uma crônica, uma poesia, uma perda de tempo.”

  1. muito bom *-*

  2. concordo o tempo passa e a gente percebe que a importancia esta nas coisas simples da vida e que toda essa euforia pode ser tudo em vão!

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