Amanhã, 7 de maio , 23 horas.

Freud, nosso marx.

Um avião, o esplendorosamente mais moderno qual qualquer dinheiro teria a menor possibilidade de comprar, com poltronas autoejetáveis, DVDs e Internet satélite. Duzentos lugares, vinte e cinco dos quais, primeira classe. Duzentos e cinqüenta metros cúbicos de óxidos liberados por segundo no ar.
Uma pessoa.
Seu charuto fumegando, mais um centímetro cúbico de óxidos por segundo no ar, e dez nos pulmões. Dez dedos, quinze anéis. Como as auréolas de fumaça eram lindas! Seu tom acinzentado, seu cheiro de morte, seu gosto de indecência.
Marx, irônico Marx! voando sobre nós, com seu charuto, sua barba e as cadeiras autoejetáveis, contemplando a civilização. Humaninhos, construindo pirâmides, culturas, Deuses! E ria! E ria, como se a vida fosse uma comédia grega. Ou talvez uma tragicomédia, mais trágica que comédica. Mas o que isso importa? Era engraçado, ponto!

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~ por Morte. em dezembro 16, 2011.

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