Setembro.

Olá,
Éramos o mês de setembro.

Sentei-me ao pé de meus pais. A chuva sinfoneava no telhado o Mozart da vitrola.
As cortinas vinho ironeavam o uísque gelado. Eu sentado no meu balanço. Chovia vinho torrencialmente, meus cabelos já ruivos. Ensopado de alegrias e tristezas, ébrio de vontade de deixar de ser.
A lareira só em brasas, se derretia em pensamentos.
Fagulhas, como estrelas! E a lareira tomou todo o uísque. Já estava sem gás, sem gosto. Inútil. Como um mendigo, felicitava-se com o intragável.
Pedi licença e saio.
Éramos eu e mim mesmo. As árvores remexiam o natal, sorridentes.
Chovia vermelho e verde, engraçado.
Éramos o mês de setembro. A Tristeza do inverno com as chuvas da primavera. Éramos verde, vinho e dourado. Éramos uísque, vinho e o gelo.
A chuva acabou, a música a música morreu, o uísque acabou.

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~ por Morte. em novembro 4, 2011.

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