Vícios

Ressentimentos dominam meu ego ferido
Eu não me considero como antes
Talvez isso me impeça
De sentir o prazer da fumaça invadindo meus pulmões
A sede pela inconsciência e seus rastros de mágoa
O vicio da dor e suas estranhas manifestações ilustradas

Um compromisso de sacrifício
O restante dos dias será controlado
Por meio de rabiscos nas paredes
No fundo os minutos se tornarão
Um eterno adeus aos sonhos de liberdade
Nos realmente não a queremos
São apenas memórias congruentes sem retorno  
Tudo foi transformado num túnel cheio de velhas  pedras hierárquicas
Escondidos atrás das arvores secas do conhecimento agonizam os libertos

Quando os cacos afiados são despejados sobre mim
O meu coração desvairado bombeia a violência
É estranho ser movido pelo ódio
Não
Mas devia 
O perdão reside no coração
O ódio reside no coração
Faz parte de nós
É tão trivial

Atravessar as portas da prisão secreta exige uma astúcia
Que não me pertence
Que não pertence aos fracos
Alarmes e arames é o preço que pago por tentar fugir
Uma pele marcada e um grito surdo dentro do peito
Em Dezembro o tempo para recomeçar acaba
E nos partimos nossos crânios ao meio
Para investigar em qual neurônio se esconde
A alma
A força
A fé
A satisfação de viver

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~ por Cirurgião em abril 10, 2011.

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