Fome e silencio
Frio e silencio
Cosseira e silencio
Dor e silencio
Nojo e silencio
Romoendo até a casquinha abrir
e silencio

deixe-me queimar a sobra
ou pelo menos queime você

Deixe me morrer
e silencio

Deixe os participar
Deixe a cabeça autônoma de você
Assista ela tropeçar
Faça algo que tenha sentido pelo menos uma vez

Hoje, vendi meus olhos para alguém do centro
E vou e silencio para casa

silencio na minha pele
na minha carne
na minha cabeça

multidão em silencio natural
mate-me sem dizer uma palavra

me estupre
vamos lutar

Só pare quando eu desmaiar
Pois sei que você é mais forte
quero que perca a noção
Quebre meus ossos como vidro

Como aquela garrafa de vodka
Que espantou uns malandros ontem
e silencio

foi muito divertido
hoje não vejo sentido
equilibrio crítico
e silencio

Distorção no 10, volume no 11
E silencio
O mar tem muito para fofocar do Índico
e silencio

desenhei o dia todo
Fiz até classes sociais
para meu imaginário
imaginário lar
em silencio

ruído e ruído
e silencio

minha nova obsseção
é achar o silencio de tudo
por o vazio é conjunto de todos os conjuntos
e silencio

ele sempre estava aí
só fiz questão de escreve-lo

silencio

silencio grita
silencio mata
silencio salta
silencio tem fim

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~ por Cirurgião em abril 4, 2011.

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