Inquisição da alma

Foi ali,ainda lembro,em um canto com cheiro de semem e lúrido,sem um pingo de estética poética,nem uma dose de vodka,MORRI,peguei fogo!era a fogueira da inquisição,a inquisição da alma,a caça ao corpo,ou até mesmo,a alma que se caçava.Ninguem nunca soube ao certo qual era a heresia,mas mesmo assim,ascendi as tochas,pegava aquela ferramenta de jardineiro a qual desconheço o nome,uma parte de mim tentava apagar o fogo,mas em vez de agua,jogava gasolina sem o conhecimento de tal ato.Meu corpo achou um lugar nos cantos,solitario,com medo da propria alma e sua inquisição,ja a propria alma,correu pra uma floresta,mas quem a caçava,era ela memso,logo,nunca estava sozinha,sempre  se achava e fugia,se achando e fugindo,e a inquisição começava:

eu sem a estética poética,precisava ser julgado,dando minhas bizarrices para qualquer um ler,sempre era mais um,e nenhuma,nenhuma palavra,e enquanto a inquisição não chega a uma sentença,continua assim,meu corpo sozinho nos cantos,minha alma se achando e fugindo.

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~ por Cirurgião em março 28, 2011.

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