Eu o bêbado, o poeta

Mas um poema do nosso parceiro César. Contemplem O/

A linda graça do meu viver
A mágica de ser infeliz
O malabarismo do bêbado sarcástico
Mas quem culparia um bêbado por beber da vida que nunca teve
De embriagar-se de suas lágrimas
Cambalear e cambalear nas guias do sucesso
Ou melhor,
Sucesso a ele não existiu
Ou seria a mim
Não sei se prefiro o lado bêbado ou o lado poeta
Ambos um tanto fracassados
Um tanto sarcásticos e irônicos
Os dois sempre procurando a prometida paz de espírito
Seja em mais uma poesia ou em uma taça de vinho
Certo é que nenhuma das minhas facetas interessa mais que bêbado
O bêbado, subordinado ao seu próprio vício
O vício de tentar estar vivo
De se sentir vivo
Ou pelo menos de ter esse poder
Que pula de uma tentativa a outra
Como em de um copo a outro
Como se no topo estivesse o que ele procura
E no que ele procura os copos
Mas quem pode culpar um bêbado sarcástico
Por querer viver
Por querer estar vivo
Senão a própria vida
Que ele nunca percebeu, e que sempre caminhou ao seu lado
Desde que nasceu e até hoje
Impedindo que ele caia na próxima esquina de sua criação
A vida, Criação da própria vida

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~ por Cirurgião em fevereiro 16, 2011.

Uma resposta to “Eu o bêbado, o poeta”

  1. tiro meu chapéu para ti =) (P.)

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