Socorro

Socorro
Acabo de me lembrar que esses vidros não são blindados

Socorro
Acabo de me lembrar que os tijolos da parede não são de aço

Socorro
A água barrenta está invadindo meu lar

Socorro
As grades na janelas não impedem as almas de entrar

Socorro
O ar é tão denso e cinza meu pulmão vai estragar

Socorro
Os vegetais na mesa são inorgânicos e cheiram a veneno

Socorro
O meu prazer se resume há um comprimido anti-minha-descepção

Socorro
Se eu decidisse me guiar pelos astros de céu não sairia do lugar

Socorro
Transformado em mesas e estantes jaz meu oxigênio

Socorro
Não tenho dinheiro o suficiente para sobreviver

Talvez eles tenham razão
Os portais foram queimadas
Durante a incineração

Talvez eles tenham razão
Meu amor foi roubado
Durante o grande arrastão

Talvez eles tenham razão
Após a meia noite
É proibido descansar

Talvez ninguém tenha razão
Ser notado é o prêmio
Dos jovens suicidas

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~ por Cirurgião em fevereiro 1, 2011.

3 Respostas to “Socorro”

  1. Ual, esse poema é realmente forte! Gostei muito mesmo! Meus parabéns! O estranho é que agora eu cadastrei meu e-mail para receber os poemas lá e lê-los, mas este poema veio com uma palavra e imagem diferente… Talvez seja melhor eu sempre entrar aqui no site para ver aqui… ^^

  2. Nossa Que Poema Profundo Parabens Cirurgiã Da Morte

  3. Suicidas: pessoas corajosas ou covardes? (Paciente)

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