O poema do meu estado de felicidade:

um vegetal hospitalizado
na penultima cela do corredor

janelas fechadas, cortinas brancas,
devem ser umas oito da manhã

Tinha tanta coisa para fazer
Agora até respirar é um fardo

O mundo não tinha direito de me fazer assim
Eu não tinha o direito de deixar me fazerem
Meus pais não tinham o direito de me ter
Não sem meu consenso assinado

Era para ser infinitamente menor
E morrer numa parede de útero
Mas fui um dos todos
Agora, mais um entre 9000000000

E agora…

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~ por Cirurgião em janeiro 24, 2011.

2 Respostas to “O poema do meu estado de felicidade:”

  1. Gosteii O/
    a vida só faz sentido quando percebemos a presença da morte…e agora…
    [By C.DA mORTE]

  2. Muito legal xD

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