Justiceiro

Silenciosamente me apresento
A essa nova vida escura e fria
Silenciosamente me acostumo
Vendo o terror sempre se regozijar

O céu me cumprimenta com lágrimas
As crianças sorriem e brincam
Sem remorsos
Sem lembranças
Inspirando um novo mundo

Eu não tinha medo de ferir ou
De que um dia fosse ferido
Porque a obsessão agora
 É o meu único foco
Não há destino

Os papéis velhos na minha mesa
Estão amassados e sujos iguais
As mentiras que um dia eu julguei
Serem a única verdade possível

Os seus olhos permanecem gentis
O mesmo brilho das antigas ilusões
A minha garganta permanece muda
Seguindo o som dos nossos corações

Os ossos perdem o equilíbrio e a força
A visão se torna embaçada e confusa
As veias bobeiam o sangue lentamente
Tento perseguir o calor do seu abraço

O meu ritmo é desapropriado
Essa mente não realiza o único
Propósito a que se comprometeu:
Amar a vida
Ajudar ao próximo
Saber perdoar…

Mas eu sei que a culpa não vai se recair sobre mim
Existem muitos culpados que andam pelas ruas
Perseguindo outros culpados enquanto o mundo
Permanece frio, escuro e humilhado igual a mim

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~ por Cirurgião em janeiro 9, 2011.

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