No final estamos quites

Sua felicidade na balança
Mais alta que as outras
Pobres heranças
Sua herança maldita
Sobrevive ao caos do inverno  
Congruentes mentiras digeridas diariamente
Estendem-se, esburacam nossa estrada

Agora está entre nós
Exposto ao som ensurdecedor da agonia
Comparsas se disfarçam de amigos
Facadas furtadas
O silêncio complacente

Sempre foi assim meu intacto pessimista
A herança se estende por todas as gerações
Contamina os fracos rapidamente
Brinda,sorri,cospe nos inocentes

Talvez isso seja um sonho
Um dia quem sabe eu reúna
Minhas últimas forças
Para despertar

Não sei quem sou
Não sei o que fazer
Apenas sobrevivo
Não sei como amar
Não sei como agir
Não sei o que falar
Apenas sigo meu instinto
Maquinal
Matinal

Me acostumei a vestir esse uniforme
Com ele serei sepultado
No meu velório haverá flores
E algum resquício de satisfação
Em minha mente estamos quites
Minha dor sua herança

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~ por Cirurgião em janeiro 7, 2011.

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