Morte Branca

Sou movido por impulsos nervosos

No acidente da consideração

Comida enlatada e oxigênio sujo

Prende no luto minha satisfação

Migalhas jogadas aos pombos

Que antigamente eram pessoas

Antes das cinzas incrustarem em suas peles

E a fala se resumir a um abafado ruminar

Pensamentos me prendem á razão

Eles gritam, entorpecem meus membros

Esfaqueiam o último estimulo de exacerbação

Nada sou além de Hematomas, suor e cansaço

Subo no ponto mais auto dessa montanha

Cheia de janelas, adornadas com grades

Consigo ver o sol nascer

Mas não consigo renascer

Um sopro suave lambe meus lábios

Congela minha nuca

Faz-me delirar

Faz-me agonizar.

Mais um da série, Incriveis posts de Shy.

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~ por Cirurgião em dezembro 29, 2010.

2 Respostas to “Morte Branca”

  1. Então você é a incrivel inventora desse magnifico poema….
    Só uma palavra a ti:
    Esplêndido!

  2. Brigada pelo incrível e pelo espaço,é bom poder compartilhar invenções.

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